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28 de maio de 2016

LIVRO - ESCREVENDO NA AREIA


O Senhor tinha o costume, especialmente pouco antes de sua paixão, de pregar a Palavra de Deus durante o dia no templo que havia em Jerusalém; sua pregação era acompanhada de sinais e milagres. Quando chegava a tarde voltava para Betânia, hospedando-se na casa de Lázaro, Marta e Maria, e na manhã seguinte voltava à mesma atividade. E como estivesse no último dia da festa do tabernáculo ocupado com a pregação, à tarde foi ao monte das Oliveiras. É isso o que diz: E Jesus foi para o monte das Oliveiras, e: E onde devia pregar Jesus senão no monte das Oliveiras, no monte do unguento, monte do crisma? O nome Cristo quer dizer crisma; e crisma em grego quer dizer unção. Nos ungiu porque nos colocou na condição de lutar contra o diabo(Santo Agostinho, In Joannen, tract. 33), e também: “Significava que depois que começou a habitar no templo por meio da graça (isto é, na Igreja), todas as gentes começaram a acreditar n’Ele. Por isso segue: ‘E veio a Ele todo o povo, e sentado lhes ensinava” (São Beda), e ainda: “A ação de estar sentado representa a humildade da Encarnação. E quando o Senhor estava sentado, o povo vinha a Ele, porque depois que se fez visível pela natureza humana que tomou, começaram muitos a ouvir e crer n’Ele, porque havia aproximado deles por meio da humanidade. Enquanto que os pacíficos e simples admiravam as palavras do Salvador, os escribas e os fariseus lhe perguntavam, não para aprender, mas para embaraçar a verdade. Por isso segue: ‘Os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher surpreendida em adultério, a puseram no meio e lhe disseram: ‘Mestre, esta mulher foi surpreendida em adultério”, e: Haviam conhecido que o Salvador era muito bondoso, porque d’Ele estava escrito: ‘... reina por meio da verdade, da mansidão e da justiça’ 
TRECHO DO LIVRO

LIVRO - HERODÍADES - A VERDADE SEMPRE INCOMODA


É bem verdade que “a fé entra pelos ouvidos”, porém, se o coração não se abre a ela, continuamos como meros espectadores e não nos deixamos transformar por aquilo que ouvimos. A Palavra de Deus, por si mesma, traz a graça de tocar e transformar nossas vidas, entretanto, somos nós quem livremente acolhemos ou não sua ação em nossas vidas. A palavra do mês está no Evangelho de São Marcos 6,14-29. Leia-a atentamente, escute-a com os ouvidos e também a acolha com o coração. Medite sobre essa palavra e deixe-a crescer dentro de você, para isso o silêncio e o recolhimento promovem o ambiente propício. O rei Herodes simplesmente ouviu falar de Jesus, parou naquilo que os outros lhe diziam, e acabou tendo uma impressão errada de quem era o Senhor. Isso porque se acostumou a ouvir apenas como um espectador, deixando que as palavras entrassem por um ouvido e saíssem por outro, como costumamos dizer. Herodes gostava de ouvir João Batista, ainda que ficasse desconcertado e embaraçado com as palavras deste por causa de sua situação de vida errada. Todos nós queremos ouvir a verdade, ainda que ela revele nossas fragilidades, porém, ter a coragem de assumir e mudar de atitude e de vida é o grande desafio. A verdade sempre vai incomodar a quem não quer mudar de vida! João Batista incomodava Herodes e Herodíades, que viviam em adultério; no entanto, ambos escolheram continuar no erro e preferiram calar ao profeta por medo de mudarem de vida e de se converterem! Eu e você precisamos fazer uma escolha diferente! Não podemos ficar na postura medíocre de simples espectadores da Palavra de Deus, de quem ouve a Palavra, mas não vive aquilo que ouve. Nós precisamos ouvir a Palavra de Deus com o forte desejo de sermos transformados por aquilo que ouvimos. Certamente isso será exigente para todos nós; contudo sair da nossa zona de conforto é algo sempre necessário. Costumamos dizer que “água parada cria bicho”, e isso é verdade; quando um pouco de água fica empoçada por muito tempo, torna-se um ambiente propício para o aparecimento de bichos e doenças. Aplicado isso à nossa vida, também podemos dizer que um cristão parado vira bicho, ou seja, um cristão que não se converte continuamente, que não rompe com o vínculo cômodo do pecado e do vício, acaba se assemelhando a um animal, vive uma vida desfigurada e desumanizada. Foi o que aconteceu com Herodes que, ao recusar-se a deixar sua vida errada, acabou por matar João Batista, resolvendo, de forma covarde, continuar errando ao eliminar a quem lhe mostrava a verdade. Jesus é a verdade e essa verdade sempre vai nos provocar a tomar decisões e a fazer escolhas. Ainda que sejamos incomodados pelo anúncio da verdade, nossa vida precisa ser por ela transformada, caso contrário, tornamo-nos semelhantes a Herodes, que preferiu eliminar João Batista a se arriscar mudar de vida. Por isso renunciemos à “síndrome de Herodes”, que apresenta resistência à verdade e fúria assassina, buscando resolver as situações ao eliminarmos todos que nos dizem a verdade não desejada. Conhecereis a verdade e ela vos libertará”, ensina-nos Jesus; deixe que essa verdade transforme a sua vida.
PREFÁCIO DO LIVRO